FILOSOFIA ESPÍRITA - VOLUME XVII

 

Questão 853 comentada

CAPÍTULO 37

0853/LE

A FATALIDADE

 

Somente a morte é fatal, nos campos de lutas das formas. Tudo se transforma em todos os segmentos da matéria. As mutações são fatais, no entanto, os momentos de mudanças, em certos casos não o são. Por que os animais da mesma espécie não têm o mesmo período de vida? Por que as árvores da mesma família não têm durabilidade igual? Assim é, também, com os homens.

A fatalidade, principalmente na raça humana, pode sofrer mudanças; depende muito do que as criaturas estão fazendo da vida, do comportamento e da compreensão, bem como do cuidado que podem ter com seu corpo e com sua missão. O esforço próprio é de grande valia em muitos casos, contudo, por vezes o próprio Espírito é que não deseja o prolongamento de sua vida na Terra, pedindo que cumpra apenas o compromisso assumido, no mundo espiritual, antes de tomar a forma corpórea.

Certos aspectos da vida espiritual requerem muito estudo, meditação e trabalho no bem comum. Nesse ambiente de amor, poderás compreender melhor a função das leis de Deus nos destinos humanos. O Espírito avança na perfeição de tal modo que ele domina a própria vida, por ter liberdade para isso. Lázaro, não fosse o poder de Jesus, ficaria no túmulo. Jesus, que dizia ser a vida, fê-lo levantar, recompôs toda a sua organização biológica e ele se levantou, vivendo muito tempo. Por isso é que dizemos que a morte é fatal, porque Lázaro tornou a adoecer e morreu, mas não daquela vez.

A fatalidade pode transformar-se em vida, dependendo da vontade d'Aquele que criou a vida. Diante de Deus tudo muda com a Sua magnânima vontade. Vejamos o que João nos diz, no capítulo sete, versículo quinze, assim se expressando: Então os Judeus se maravilhavam e diziam:

Como sabe estas letras, sem ter estudado?

Jesus não estudou entre os homens, desta vez em que veio como Salvador da humanidade. O que se ensinava na Terra, para Ele já não serviria, pois, já conhecia a ciência universal, e mesmo estando na carne ele não esqueceu o grande saber que possui. Não existia fatalismo no tocante a Jesus, porque Ele dominava tudo pelos Seus poderes: levantava os caídos, curava enfermos, mesmo desenganados, cegos de nascença e, ainda mais, restituía a vida física aos que já se encontravam mortos.

Fatalidade total é para a ignorância em todos os seus aspectos. Para Deus não há segredos; tudo Ele sabe, antes e depois, por ter onisciência e ser onipresente em todos os sentidos.

Os espíritas de todos os níveis devem estudar com mais profundidade as leis de Deus, meditarem sempre nelas e esperar trabalhando no bem, para que esse mesmo Deus lhes revele a verdade, que nunca deixa de ser gradativa.

 

<< Voltar à Página da Questão (L.E.) <<

 


Principal | Os Autores | Este Site | Os Livros | Questões Comentadas | Mapa

O Livro dos Espíritos Comentado - 2008 - Desenvolvimento, Manutenção e Hospedagem: MakedonosWeb